Essa foto tirei num mergulho nas bordas de um ambiente recifal, com muitas galerias e cavernas. São formações naturais que ocorrem nos recifes areníticos da APA Costa dos Corais. À medida que crescem, criam espaços internos com estruturas irregulares, enquanto que a ação de ondas e correntes e organismos moldam as cavernas e ampliam as cavidades ao longo do tempo, através do processo de erosão.
Cavernas fazem parte da complexidade física dos recifes, aumentando muito a biodiversidade. No seu interior há pouca circulação de correntes e com condições estáveis de temperatura e salinidade. Há pouca luz, que penetra através de frestas no teto das cavernas, como pode ser observado na foto.
É uma área de abrigo e proteção para muitas espécies, tanto de manhã quando de noite. Mas também pode ser moradia para outras tantas espécies (lagostas, caranguejos, meros, tubarões-lixa, dentre outros).
Na foto um cardume misto de sardinhas-ouro (Pempheris schomburgkii) e xira-amarela (Haemulon squamipinna).
Foto tirada em março de 2026, em Tamandaré, a uma profundidade de 4 metros. Ao mergulhar dentro das cavernas, todo cuidado é pouco.






Comentar