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Besouro Elaterídeo

Publicado por Aléssio F.

no dia 28/07/2022

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Besouro Elaterídeo

Escala do sujeito : não informado

Descrição

Besouro do gênero Pyrophorus (Família Elateridae) encontrado na Serra dos Cavalos, um brejo de altitude localizado na zona rural de Caruaru, Pernambuco.

Os besouros elaterídeos representam o segundo maior grupo de coleópteros bioluminescentes. Ao contrário da representação mais popular de que vagalumes possuem uma única luz no seu abdômen, as espécies de Pyrophorus também possuem duas lanternas laterais na região torácica, relativamente próximas aos olhos. É por isso que, à primeira vista, parece que os olhos do besouro emitem luz! Diferentemente também dos outros vagalumes, as lanternas de Pyrophorus emitem luz continua e muito intensa, talvez a mais brilhante entre todos os insetos bioluminescentes. A America do Sul abriga a maior diversidade do Mundo de besouros elaterídeos e a maior parte da espécies pode ser encontrada no Brasil. São conhecidos popularmente como cocujos ou salta-martins.

Um fato curioso é que os ovos e as larvas de Pyrophorus também são bioluminescentes. Quando molestadas ou atacadas por algum predador, as larvas podem emitir uma luz intensa ao mesmo tempo que regurgitam um liquido amarronzado, contendo uma mistura de proteases e glucosidases muito ativas que servem para a digestão extracorpórea. Algumas espécies de Pyrophorus depositam seus ovos em cupinzeiros e as larvas constroem tuneis na sua superfície. Logo após o por do sol, as larvas começam a emitir luz, provavelmente para atrair insetos alados [1].

A produção de luz visível destes insetos é causada pelo processo de oxidação de pequenas moléculas, as luciferinas, catalisado pela enzima luciferase, provocando a emissão de bioluminescência em uma grande gama de cores, do verde ao vermelho [2]. A função evolutiva da bioluminescência nestes besouros ainda é incerta. Evidências sugerem que a bioluminescência da lanterna abdominal é um sinal óptico para comunicação sexual intraespecífica, enquanto os sinais das lanternas torácicas servem para avisar os predadores e também podem fornecer iluminação em voo [3].

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Observações

[1Colepicolo-Neto, P., Costa, C., & Bechara, E. J. H. (1986). Brazilian species of luminescent Elateridae: luciferin identification and bioluminescence spectra. Insect biochemistry, 16(5), 803-810.

[2Wood, K. V. (1995). The chemical mechanism and evolutionary development of beetle bioluminescence. Photochemistry and Photobiology, 62(4), 662-673.

[3Lall, A. B., Cronin, T. W., Carvalho, A. A., de Souza, J. M., Barros, M. P., Stevani, C. V., ... & Hill, A. A. (2010). Vision in click beetles (Coleoptera: Elateridae): pigments and spectral correspondence between visual sensitivity and species bioluminescence emission. Journal of Comparative Physiology A, 196(9), 629-638.

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