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Embuá

Publicado por Aléssio F.

no dia 17/12/2017

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3 comentários

Embuá Diplopoda

Escala do sujeito : não informado

Descrição

Os embuás, ou piolhos-de-cobra, são artrópodes pertencentes a classe Diplopoda (milípedes). Com aproximadamente 12 mil espécies descritas, é a terceira maior classe de artrópodes terrestres atrás de Insecta e Arachnida. Componentes importantes de ecossistemas terrestres, os embuás são detritívoros, essenciais na ciclagem de nutrientes. Podem atingir grandes densidades no solo de floretas chegando a mais de mil indivíduos por m2 e estima-se que sejam capazes de consumir 10-15% de folhas caídas anualmente em florestas temperadas. A taxonomia moderna de milípedes é preponderantemente baseada na genitália dos machos (gonopódios) [1].

A maioria dos diplópodes possui 30 pares de pernas ou mais e a maior parte dos segmentos corporais possui 2 pares. O corpo é cilíndrico ou discretamente achatado e a as antenas são curtas com sete artículos [2].
.
Apesar de sua diversidade e importância ecológica, não existem muitos estudos sobre a ecologia de diplópodes no Brasil.

Existem relatos clínicos de acidentes causados pelo contato acidental com secreções produzidas por algumas espécies de milípedes no Brasil [3].

Registro realizado na Estação Ecológica de Caetés, Paulista, Pernambuco.

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Observações

[1Golovatch, S. I., & Kime, R. D. (2009). Millipede (Diplopoda) distributions: A review. Soil Organisms, 81(3), 565-597

[2Triplehorn, C. A., & Johnson, N. F. (2015). Estudo dos Insetos (2ª edição brasileira). São Paulo: CENGAGE Learning

[3De Capitani, E. M., Vieira, R. J., Bucaretchi, F., Fernandes, L. C., Toledo, A. S., & Camargo, A. C. (2011). Human accidents involving Rhinocricus spp., a common millipede genus observed in urban areas of Brazil. Clinical toxicology, 49(3), 187-190

Seus comentários

  • no dia 15 de maio de 2023 as 12:16, por Fernando Vasto

    Somos um condomínio de casas, onde possuímos uma área verde com horta, galinha, coelhos e fazemos o processamento de material verde gerado pelas casas, mas muitas folhas como casacas de palmeiras não conseguimos triturar e leva muito tempo para decompor, gerando um grande transtorno para a vizinhança, com a elevada população de Embuá que invadem as casas.
    Esse animal tem algum predador ? O que fazer para diminuir ou acabar com esse problema ?
    Agradeço de antemão pela atenção.

    Att.

    Fernando Vasto
    Gerente GVII
    Cotia - SP
    Fone 11 933159379

  • no dia 15 de maio de 2023 as 16:20, por Aléssio F.

    Olá Fernando. Relendo o seu comentário, percebo que parte do problema é gerado pela grande quantidade de material vegetal que demora para se decompor, cirando aparentemente condições ideais para a proliferação de embuás e provavelmente de outras espécies como escorpiões e aranhas. Acredito que uma das soluções seria diminuir a quantidade e concentração de cascas de palmeira em um único local. Fiz uma pesquisa rápida em bancos de dados e não encontrei informações sobre controle populacional de embuás. Normalmente não são animais muito abundantes e não causam muitos problemas para seres humanos.

  • no dia 4 de julho de 2023 as 08:20, por Claudia Goes

    Moro em sítio e uma das soluções que encontrei pra esses bichinhos não invadirem as casas, é criar galinha da Angola, ou outras galinhas, soltas. Elas comem os embuás e escorpiões...

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