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Mamangava

Publicado por Aléssio F.

no dia 26/09/2020

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Mamangava

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Descrição

Xylocopa frontalis é uma grande espécie de abelha solitária muito comum no Brasil apresentando uma grande distribuição geográfica, ocorrendo desde o México até a Argentina. Apresenta grande importância econômica pois é um dos principais agentes polinizadores de culturas de maracujá. A espécie é considerada uma espécie generalista, podendo visitar flores de diversas espécies de plantas [1].

O gênero Xylocopa engloba 730 espécies, das quais 50 podem ser encontradas no Brasil. Em Pernambuco são popularmente conhecidas como mamangavas. As fêmeas constroem seus ninhos em madeira morta ou em locais com furos já existentes. É por isso que um dos métodos de estudos destas espécies é através de ninhos artificiais, produzidos frequentemente com cilindros de bambu. A denominação popular «mamangava», ou «mamangaba» engloba espécies de abelhas de grupos bem distintos, como representantes do gênero Eulaema, por exemplo.

A picada de abelhas do gênero Xylocopa pode ser muito dolorosa. Apesar de muita superstição sobre o poder de seu veneno, as picadas dessas abelhas raramente são fatais em seres humanos [2], mas é capaz de matar pequenos pássaros e roedores. Os estudos sobre a composição química dos venenos têm demostrado que são ricos em peptídeos envolvidos em uma grande variedade de atividades biológicas como a exocitose de determinados tipos de células, atividades antimicrobianas, a liberação de histaminas e atividades infamatórias [3].

Registro realizado em Tamandaré, litoral sul de Pernambuco. Este indivíduo estava visitando flores de vegetação rasteira na beira da praia. No seu dorso pode-se perceber uma grande quantidade de pólen.

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Observações

[1Marchi, P., & Alves-dos-Santos, I. (2013). As abelhas do gênero Xylocopa Latreille (Xylocopini, Apidae) do Estado de São Paulo, Brasil. Biota Neotropica, 13(2), 249-269.

[2Kularatne, S. A., Raveendran, S., Edirisinghe, J., Karunaratne, I., & Weerakoon, K. (2016). First reported case of fatal stinging by the large carpenter bee Xylocopa tranquebarica. Wilderness & Environmental Medicine, 27(2), 262-265.

[3Kawakami, H., Goto, S. G., Murata, K., Matsuda, H., Shigeri, Y., Imura, T., ... & Shinada, T. (2017). Isolation of biologically active peptides from the venom of Japanese carpenter bee, Xylocopa appendiculata. Journal of Venomous Animals and Toxins Including Tropical Diseases, 23(1), 1-11.

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