Um belo grupo de marrecos Irerê observado em um açude na zona rural de Carnaubeira da Penha, sertão de Pernambuco. O irerê é uma espécie de pato selvagem muito comum no Brasil, característica de zonas úmidas. Seu nome científico é Dendrocygna viduata e, de acordo com o WikiAves, possui muitos nomes populares, como siriri, marrecão e cabeça-branca.
Apresenta uma grande distribuição geográfica, ocorrendo desde a Costa Rica até o norte da Argentina, estando presente em quase todo o território brasileiro. Não é uma espécie exclusiva da Amarica do Sul. Também está presente no continente africano, incluindo Madagascar.
O Irerê é um pato relativamente pequeno, medindo entre 38 e 48 cm. Apresenta uma silhueta esbelta, sempre em postura mais ou menos ereta quando fora da água. A face e a garganta são bem brancas, contrastando com a parte posterior da cabeça e pescoço de cor preta. A parte frontal do pescoço é de cor marrom-avermelhado. A parte lateral do corpo é rajado de preto e branco. Machos e fêmeas de Dendrocygna viduata não apresentam dimorfismo sexual, apresentando mesmos tamanhos, pesos, coloração e comportamentos. Uma das poucas diferenças é que os chamados das fêmeas são consideravelmente mais altos em frequência do que os chamados dos machos [1].
Os irerês podem ser vistos comumente em bandos entre 10 e 50 indivíduos. Durante a estação reprodutiva os marrecos formam pares monogámicos, abandonam o bando e estabelecem um território. Os ninhos são construídos em áreas de gramíneas altas. O macho e a fêmea incubam os ovos alternadamente, e o parceiro livre descansa na borda do território de nidificação e o defende de intrusos. Após a eclosão, ambos os pais acompanham a ninhada até o reservatório de água mais próximo.
Registro realizado no dia 2 de maio de 2025. Foram observados uma dezena de marrecos. Era um grupo muito arisco. Qualquer aproximação ou movimentação, o bando começava a voar e ficava sobrevoando a área do açude até os indivíduos estarem novamente seguros para pousar novamente. Os irerês estavam acompanhados de um pequeno bando Himantopus melanurus.






Seus comentários
# no dia 5 de maio de 2025 as 20:42, por Daniele Gonçalves
Ficou linda demais essa foto!