Muitos equinodermos, como estrelas-do-mar e ofiúros, são capazes de regenerar completamente partes do corpo perdidas, notadamente em eventos de predação [1]. Em algumas situações, braços inteiros podem ser sacrificados por autotomia . A maioria das espécies de estrelas-do-mar só consegue perder os braços na base, onde existe uma região de ruptura localizada. Após um determinado tempo, um novo braço começa a crescer no lugar onde a ruptura ocorreu.
Em determinadas espécies, o desprendimento de braços pode estar relacionado com eventos de reprodução assexuada conhecidos como fissão (ou fragmentação) [2]. Um único braço isolado pode dar origem a um indivíduo completo. Parece ser o caso da estrela-do-mar da foto, da espécie Linckia guildingi. Na foto é possível observar um longo braço que, em uma das suas extremidades, apresenta quatro pequenos braços de tamanhos mais ou menos iguais. É uma forte evidência de que o corpo inteiro da nova estrela-do-mar esteja se desenvolvendo a partir do braço de outra estrela!
Registro realizado na praia do Paiva, no dia 5 de novembro de 2025.






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