Por que no rio tem pato comendo lama?
Rios, pontes e overdrives, impressionantes esculturas de lama
Mangue, mangue, mangue, mangue, mangue, mangue, mangue!
Possivelmente, quando Chico Science e Nação Zumbi compuseram a letra de «Rios, Pontes & Overdrives», uma de suas músicas mais conhecidas, falando de patos comendo lama, eles estavam se referindo à marreca-toicinho. É uma das espécies de patos selvagens mais abundantes da região estuarina do Rio Capibaribe. E, definitivamente, uma das mais bonitas!
A marreca-toicinho é uma ave da família Anatidae, mesmo agrupamento filogenético dos cisnes, gansos, patos e marrecas. Seu nome científico é Anas bahamensis. É uma espécie comum e abundante que apresenta uma grande distribuição geográfica nos trópicos ocorrendo no Caribe e na America do Sul. No Brasil sua distribuição está limitada a porção leste do país, estando largamente ausente na bacia Amazônica com poucos registros no Centro-Oeste. Vive próximo a ambientes de água salobra, manguezais, estuários, lagoas costeiras e zonas úmidas de água doce continentais [1].
Anas bahamensis costuma viver em pequenos bandos de três ou mais indivíduos. Tem uma alimentação variada, com preferência por sementes e folhas, podendo comer também pequenos crustáceos e larvas de insetos.
Registro realizado no dia 10 de janeiro de 2026 durante um passeio de barco pelo estuário do Rio Capibaribe.






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