Um belo amblipígio da espécie Heterophrynus longicornis encontrado na caverna de Maroaga, em Presidente Figueiredo, no estado do Amazonas, no dia 9 de julho de 2026.
Os amblipígios são aracnídeos bizarros e fascinantes. Apesar se serem parecidos com as aranhas, os amblipígios possuem características bem peculiares. Como quase todos os aracnídeos, o corpo dos ambliígios é dividido em duas partes: o prossomo e o opistossomo. É no prossomo que ficam localizados todos os órgãos sensoriais, a boca, as quelíceras, os pedipalps e as pernas. Mas as semelhanças com as aranhas param por aqui. Nos amblipígios, os pedipalpos são super desenvolvidos e ornados com muitos espinhos. Além disso, o primeiro par de pernas é modificado em estruturas análogas a antenas. Estas pernas dianteiras são extremamente longas e dividias em inúmeros segmentos. É por causa da forma alongada e fina destas pernas que os ambiplígios também são conhecidos como aranhas-chicote (whip spiders, em inglês).
São conhecidas aproximadamente 278 espécies de amblipígios no mundo [1]. A maioria das espécies ocorre em ambientes tropicais quentes e úmidos, vivendo em buracos de árvores, cavidades de rocha e cavernas. A espécie Heterophrynus longicornis é um amblipígio grande e relativamente comum na região amazônica [2], podendo ser encontrado em outros biomas do Brasil [3].
Os grandes pedipalpos dos amblipígeos são utilizados para capturar suas presas. A espécie Heterophrynus longicornis alimenta-se preponderantemente de insetos. Em ambientes de cavernas, a espécie também pode se alimentar, de forma de oportunista, de carcaças de morcegos [4].
Apesar de sua aparência monstruosa, os amblipígios não são perigosos nem peçonhentos e não apresentam risco aos seres humanso.






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