O galo-da-serra é uma ave endêmica da Amazônia e é considerada uma das aves mais bonitas do mundo. Seu nome científico é Rupicola rupicola. A espécie foi originalmente descrita por Linnaeus em 1766. Em inglês é conhecida como the Guianan cock-of-the-rock. Sua coloração laranja e sua crista punk torna a espécie única e inconfundível! Apenas o macho possui esta coloração. As fêmeas são marrons-esverdeadas e também possuem uma crista. A crista do macho costuma esconder o seu bico.
O comportamento reprodutivo do galo-da-serra é uma das características mais conhecidas e estudadas da espécie. O macho se exibe para as fêmeas em uma arena. As arenas são áreas circulares no solo da floresta que são limpas e defendidas pelos machos. Durante o período reprodutivo, entre novembro e abril, os machos disputam a atenção das fêmeas com outros machos. Para atrair as fêmeas, um macho pousa na sua arena e se desloca saltitando em círculos com a cabeça voltada para o centro da arena, exibindo as penas da cauda e as penugens amarelas finas das asas [1]. As fêmeas constroem seus ninhos em paredes rochosas verticais na entrada de grutas e cavernas e cuidam sozinhas dos filhotes. Os ninhos são feitos de barro e lama misturado com material vegetal, como raízes e cipós finos [2].
O galo-da-serra presta um serviço inigualável à floresta, pois ele é considerado um grande dispersor de sementes. Machos e fêmeas adultos possuem dieta essencialmente frugívora e se alimentam de mais de 65 espécies de plantas. Inúmeras sementes são defecadas ou regurgitadas nas arenas, após breves períodos de alimentação em árvores frutíferas próximas [3].
Registro realizado no dia 9 de julho de 2026, no município de Presidente Figueiredo, a aproximadamente 100 quilômetros ao norte de Manaus. É um dos lugares mais fáceis de observar o galo-da-serra no Brasil, atraindo observadores de aves do mundo todo.






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