Um enteropneusta amarelo encontrado em uma poça de maré nos recifes de arenito da praia de Gaibu, litoral sul de Pernambuco.
Os enteroneustas (ou enteropneustos) são animais vermiformes exclusivamente marinhos. Raramente são vistos, pois vivem enterrados em substratos arenosos ou lodosos dos fundos marinhos. São animais geralmente desconhecidos da maioria das pessoas. Por isso não possuem muitos nomes populares. Na literatura especializada, são conhecidos como vermes-bolota ou tornarias.
Os enteropneustos possuem ampla distribuição global, mas são encontrados mais facilmente em planícies recifais de regiões tropicais e na zona infralitoral de zonas mais temperadas [1]. A maior parte de sua diversidade e biomassa pode ser encontrada na zona submareal, uma vez que as populações da zona entremarés geralmente requerem baías ou enseadas protegidas. Alimentam-se por uma combinação de filtração e alimentação por depósito, variando de alguns milímetros a um metro de comprimento. Seu corpo é dividido em três partes distintas: probóscide, colarinho e tronco. Não possui olhos ou qualquer outro órgão de sentidos visível.
São conhecidas aproximadamente 108 espécies de enteropneustos no Mundo todo [2]. O grupo Enteropneusta, junto com outro pequeno grupo de organismos marinhos conhecido como Pterobranchia, forma o Filo Hemichordata. É um grupo de animais que tem atraído a atenção de muitos pesquisadores que desejam compreender a origem do Filo Chordata. Um dos estudos tem uma conclusão interessante... «O homem não passa de um verme...», ou seja, que nossos ancestrais cordados eram organismos semelhantes a vermes, comedores de depósitos e/ou filtradores, dotados de fendas faríngeas e de uma região neurosensorial anterior tripartida e não segmentada." [3]
Registro realizado no dia 14 de julho de 2026.






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