Aeolidia filomenae é um molusco gastrópode hermafrodita do grupo Nudibranchia. É uma espécie de lesma do mar relativamente grande, podendo medir até 13 cm de comprimento e pesar 30 gramas. Este nudibrânquio apresenta uma grande distribuição geográfica, ocorrendo nas costas rochosas da Europa, podendo ser encontrado em zonas entre marés até profundidades de 800 metros. Normalmente, durante o dia e em horas de marés baixas, ficam escondidos embaixo de rochas. A espécie foi descrita em 2016 e foi batizada em homenagem à avó de um dos pesquisadores, que se chamava Matilde Filomena López González [1].
Aeolidia filomenae é um voraz predador de vários tipos de anemonas do mar, podendo consumir entre 50 a 100% do seu peso corporal diariamente. O nudibrânquio localiza e escolhe suas presas através de sinais químicos (quimiorrecepção) [2]. Quando se alimenta de anemonas, Aeolidia filomenae tem a incrível capacidade de incorporar e utilizar os principais mecanismos de defesa dos cnidários para benefício próprio. De fato, muitos nudibrânquios são conhecidos por serem capazes de ingerir e sequestrar os nematocistos (organelas específicas e exclusivas de cnidários) e incorporá-los em seus tecidos. Os nematocistos «roubados» das presas são armazenados em estruturas especiais [3], chamadas de cnidosacos, localizadas na ponta das inúmeras protuberâncias (ceratas) presentes na parte dorsal do corpo de Aeolidia filomenae. Algumas espécies de nudibrânquios também são capazes de ingerir e incorporar unidades fotossintetizantes, como dinoflagelados unicelulares (zooxantelas ), oriundos também de cinários [4].São moluscos literalmente turbinados com energia solar! [5]
Registro realizado na praia de Lilia, canal da Mancha, litoral norte da Bretanha, França, no dia 10 de março de 2024.






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