Ela ficou conhecida por vários nomes: «a famosa jiboia do parque das Graças», «jiboia da beira rio», «cobra gigante». Entre outras estórias, contam que ela chegou nadando pelo Rio Capibaribe abaixo, trazida pela correnteza forte das águas, devido às chuvas do mês de agosto. Contam também que ela poderia ter comido um filhote de capivara e estava, tranquilamente, fazendo a digestão. Ou que teria comido um cachorro ou um gato das redondezas. E até mesmo, talvez, um jacaré pequeno. Quem sabe um teiú? Dizem que não era só uma, mas duas jiboias, que costumavam nadar de um lado para o outro do rio, confundindo as pessoas.
A famosa jiboia da beira rio atraiu multidões, querendo vê-la de perto. Um transeunte, com o celular na mão, ligou para um amigo e disse que estava vendo a sogra dele pendurada em uma árvore. Outras pessoas perguntavam se ela estava de olho fechado. «Serpentes não fecham os olhos». «Então, como elas dormem?» Mais e mais pessoas paravam para admirar a cobra gigante e trocavam informações sobre o que sabiam, ou não, sobre a jiboia. É perigosa? Tem veneno? Como ela consegue subir em árvores? Será que vai ter bloco de carnaval ano que vem em homenagem à jiboia?
Apesar de muitas dúvidas, sabe-se que realmente era uma jiboia adulta muito grande, que devia medir em torno de dois metros e meio. Seu nome científico é Boa constrictor e faz referência a forma pela qual ela se enrola e constringe suas presas antes de comê-las. É uma espécie de serpente que não possui peçonha e não ataca seres humanos. Possui movimentos lentos e pode reagir só se for incomodada ou acuada. E, de fato, ela nunca fecha os olhos, mesmo quando está dormindo, pois ela não tem pálpebras. Para descansar, o corpo da cobra simplesmente desacelera: ela para de se mexer, e respira mais devagar, ficando bem relaxada.
Registro realizado no dia 24 de agosto de 2025.






Seus comentários
# no dia 24 de agosto de 2025 as 22:27, por Clemente
Registro espetacular!