O peixe-sabão, ou badejo-sabão, recebe este nome estranho por causa de sua capacidade de produzir uma grande quantidade de muco quando é perturbado. O muco contém uma toxina poderosa chamada grammistina, que faz referência à família Grammistidae a qual pertence a espécie. O muco serve para afastar potenciais predadores.
O nome científico do peixe-sabão é Rypticus saponaceus. É uma das 10 espécies conhecidas do gênero Rypticus. É uma das maiores espécies do grupo, podendo medir até 29 cm. Apresenta uma grande distribuição geográfica, ocorrendo desde o sul da Florida, nos Estados Unidos, até o Rio de Janeiro, no Brasil. O peixe-sabão comum é uma espécie relativamente comum, mas difícil de ser visualizada, pois seus representantes não são frequentemente vistos nadando livremente, principalmente durante o dia. Ocorre desde águas rasas e lamacentas perto da costa até águas claras ao redor de recifes de coral. Como outras espécies deste gênero, o peixe-sabão é reservado e solitário, vivendo em buracos e cavernas em rochas e recifes, e provavelmente cava tocas rasas em áreas lamacentas.
Este peixe-sabão foi registrado em uma pequena caverna em uma área de recifes de coral na praia de Tamandaré, no dia 31 de janeiro de 2026. É um peixe que apresenta nado lento e despreocupado, talvez por saber que não tem ninguém para importuná-lo por causa do seu muco. Outro comportamento curioso é que ele costuma ficar deitado de lado no substrato, como se quisesse tirar um cochilo na areia do fundo do mar.






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