A Caatinga compreende 844.453 km2, o que representa 11% de todo o território nacional. Em Pernambuco, tal bioma cobre 83% do Estado. A Caatinga é um mosaico fitofisionômico complexo caracterizado por uma vegetação xerofítica e decidual que ocupa toda a região semiárida do Nordeste do Brasil. Apesar da Caatinga ser considerada como o único bioma exclusivamente brasileiro, é provavelmente o menos estudado em relação a composição de sua fauna. Historicamente a Caatinga tem sido considerada como uma área pobre em espécies, reflexo de poucos empreendimentos científicos sistemáticos realizados na região, os quais foram restritos a poucas localidades e municípios. Porém, estudos sistemáticos recentes têm mostrado que a Caatinga abriga uma grande biodiversidade com um número importante de espécies endêmicas de todos os grupos de animais [1].
| Peixes | 240 |
| Herpetofauna (Anfíbios e Répteis) | 175 |
| Aves | 510 |
| Mamíferos | 156 |
Em relação aos invertebrados terrestres, vários especialistas consideram o bioma Caatinga como o menos conhecido, com menores graus de coleta.
Muitas das espécies que ocorrem atualmente na Caatinga encontram-se ameaçadas de extinção ou vulneráveis. A área alterada pelo homem na Caatinga pode variar de 223.100 km2 (30,38%) a 379.565 km2 (51,68%) [2], estando apenas menos de 1% de seu território protegido através de poucas unidades de conservação as quais recebem em média 0,5 dólares por hectare por ano para continuar existindo [3].
[1] Albuquerque, U. P., de Lima Araújo, E., El-Deir, A. C., de Lima, A. L., Souto, A., Bezerra, B. M., ... & Pereira, G. A. (2012). Caatinga revisited: ecology and conservation of an important seasonal dry forest. TheScientificWorldJournal, 2012, 205182-205182
[2] Castelletti, C. H. M., Santos, A. M. M., Tabarelli, M., & Silva, J. M. C. (2003). Quanto ainda resta da Caatinga? In I. R. Leal, M. Tabarelli, & J. M. Silva (Orgs.), Ecologia e Conservação da Caatinga. Recife: Editora da UFPE
[3] Oliveira, A. P. C., & Bernard, E. (2017). The financial needs vs. the realities of in situ conservation: an analysis of federal funding for protected areas in Brazil’s Caatinga. Biotropica, 49(5), 745–752
Publicado em 29/05/2020
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